Pragas

  • Ácaro da poeira

    Muito tem se falado hoje em dia sobre pessoas alérgicas a poeira, mofo e ácaros. Mas, o que são ácaros? São artrópodes, pertencentes à Classe Arachnida, mesmo grupo das aranhas, carrapatos e escorpiões. São seres de tamanho muito pequeno, invisíveis, na maioria das vezes, a olho nu. Estes microácaros são responsáveis por respostas alérgicas, tais como: rinites alérgicas, asma e eczemas, que podem variar de indivíduo para indivíduo, dependendo da sua sensibilidade. Eles estão associados a ambientes quentes e úmidos, ideais para sua proliferação. Mas os ácaros não atacam somente o homem.

  • Ácaro fitófago

    Os ácaros compreendem um grande número espécies muitas das quais se alimentam de plantas. De tamanho bem reduzido e às vezes não visíveis a olho nú; estes artrópodos se alimentam de uma grande variedade de substratos e podem estar presentes nas folhas (na parte inferior ou superior), botões florais, ramos, flores e frutos. Apresentam na forma adulta quatro pares de pernas, diferenciando-se assim dos insetos (hexápoda= 3 pares de pernas). Devido ao seu hábito de alimentação, as folhas podem apresentar prateamento, clorose, presença de teia; tendo como conseqüência o desfolhamento e falta de florescimento da planta.

  • Aedes

    Esta espécie é nativa da África e foi descrita originalmente no Egito. É uma das espécies responsáveis pela transmissão do dengue e febre amarela febre amarela (arboviroses). O Aedes aegypti tem a cor escura e manchas brancas pelo corpo. Utiliza recipientes artificiais com água parada para depositar seus ovos que são fixados acima do nível da água. Estes resistem a longos períodos de dessecação, o que permite que seja transportado facilmente de um local para o outro.

  • Aranha Armadeira

    A aranha armadeira é uma espécie bastante agressiva. São aranhas que medem cerca de 3,5cm de comprimento com pernas que podem medir até 5 cm. Sua atividade é maior ao entardecer e à noite. Esta espécie não tece teia e é comumente encontrada em árvores, principalmente bananeiras e folhagens. É comum ser encontrada no interior de residências. A picada resulta em dor violenta no local que se irradia pela região atingida.

  • Aranha Caranguejeira

    As aranhas são o maior grupo dos aracnídeos, grupo que também compreende os ácaros, carrapatos e escorpiões. Elas vivem em quase todos os lugares: sobre o solo, sob pedras, dentro de frestas, equipamentos, no meio da grama e em ramos de árvores. As aranhas entram dentro de residências acidentalmente pois são levadas em caixas e objetos vindos da área externa. Dentro das residências elas se escondem dentro de caixas, roupas ou móveis.

  • Aranha de Jardim ou Tarântula

    As tarântulas são pouco agressivas e têm hábitos diurnos. Existem cerca de 100 espécies no Brasil. São facilmente encontradas em gramados de jardins, no campo, próximo aos riachos e rios e até mesmo nas residências. Esta espécie de aranha não faz teia. A picada é dolorida, mas, normalmente, não evolui para casos mais graves. Em algumas pessoas pode ocorrer necrose local, porém não há necessidade de aplicação de soro antiaracnídeo.

  • Aranha Marrom

    A aranha marrom é uma espécie pouco agressiva e que possui hábitos noturnos. Seu tamanho é pequeno, cerca de 1 cm de comprimento, passando muitas vezes despercebidas. No Brasil são encontradas dentro de residências de várias cidades. A aranha marrom constrói uma teia irregular e se esconde sob telhas, pilhas de tijolos, sob quadros, dentro de roupas deixadas penduradas atrás de portas e dentro de sapatos. O acidente ocorre quando a pessoa pressiona a aranha. No ato da picada quase não se sente dor, no entanto, após 12 a 24 horas o local atingido apresenta inchaço e dor, como se fosse dor de queimadura. A vítima então apresenta mal estar e náuseas. Pode ocorrer febre e o local da picada apresentar-se com necrose. Acidentes com crianças podem ser fatais. Nos casos graves a urina fica com cor de coca-cola.

  • Aranha viúva-negra

    É uma das aranhas mais comentadas em todo o mundo. No Brasil ocorrem somente 3 espécies de Latrodectus e os casos de acidente são raros. São aranhas muito pequenas; onde a fêmea atinge de 8 a 12 mm de comprimento. São totalmente negras com uma mancha vermelha em forma de ampulheta no abdômen. São sedentárias, constróem teias irregulares entrelaçadas com folhas secas. Pode-se encontrar uma pequena quantidade de viúvas-negras com teias próximas umas das outras. No entanto, cada uma possui sua própria teia.

  • Barata alemã

    A Blatella germanica é denominada de barata pequena, barata alemãzinha, barata alemã, francesinha, paulistinha. Trata-se de baratas de pequeno tamanho, altamente prolíficas. Como ninfa chegam a medir um milímetro. Os lugares preferidos para se abrigarem são acanhados e geralmente passam despercebidos aos nossos olhos, como por exemplo, azulejos quebrados, batentes de portas, armários e prateleiras de madeira, vãos e cavidades em geral (conduítes elétricos), motores de equipamentos de cozinha, atrás e debaixo de pias e balcões, etc. Diferentemente da P.amerciana, a B.germanica carrega a poteca até que esteja madura, depositando-a em um lugar abrigado próximo de uma fonte de alimento.

  • Barata americana

    A Periplaneta americana , também denominada de barata grande, barata voadora, barata-de-esgoto, é uma das espécies domésticas mais comuns no Brasil. As baratas americanas podem viver em grandes grupos sobre paredes nuas, desde que não haja perigo ou distúrbios constantes, como predadores naturais ou outros riscos (limpeza, etc.). No entanto, normalmente apresentam um comportamento mais tímido, vivendo em ambientes mais reclusos e maiores, uma vez que se tratam de insetos grandes, que não podem se esconder em qualquer lugar.

  • Barbeiro

    Os barbeiros são percevejos hematófagos de grande importância em saúde pública por serem transmissores da doença de Chagas. A maioria das espécies se alimentam de sangue de mamíferos e aves. O ciclo de desenvolvimento destes percevejos compreende a fase de ovo, ninfa e adulto. Na fase adulta após a primeira alimentação estes insetos já estão aptos ao acasalamento. A fêmea deposita seus ovos individualmente ou em grupos durante o seu período de vida, variando conforme a disponibilidade de alimento e condições ambientais. Algumas espécies estão bem adaptadas ao ambiente domiciliar humano.

  • Besouro

    Os besouros são insetos pertencentes a Ordem Coleoptera, palavra que deriva de coleus (caixinha, estojo) e ptera (asas), que se distinguem pela presença do primeiro par de asas modificados na forma de élitros (asas em forma de estojo). Na natureza existem milhares de espécies de coleópteros (besouros), cerca de 300.000, das quais muitas se alimentam de folhas, frutos, sementes e grãos, raízes e tubérculos, fungos (inclusive cogumelos), outras espécies são predadoras e muitas são xilófagas.

  • Borrachudo

    Os borrachudos ou pium são dípteros pertencentes à família Simuliidae. Em muitos lugares eles impressionam pela grande quantidade e pela picada, que pode causar alergia. São pequenos, semelhantes a pequenas moscas, ocorrendo no Brasil cerca de 40 a 50 espécies. As fêmeas depositam seus ovos, preferencialmente, em pequenos córregos, com bastante queda, e procuram lugares onde estes formam cachoeiras, nas quais encontram-se plantas herbáceas, folhas secas, raízes e galhos. Os ovos são depositados bem acima do nível da água, de modo que, na primeira enchente, fiquem submersos, permitindo a larva cair na água.

  • Broca de madeira

    As brocas de madeira são besouros cujos ovos são depositados em peças e estrutura de madeira, bambu, cana da índia. Ao eclodirem as larvas, estas iniciam sua alimentação realizando galerias na peça de madeira infestada, e expelindo um pó fino oriundo desta atividade. Quando cessa o aparecimento do pó, a larva completou seu desenvolvimento e se prepara para empupar. Após algumas semanas ou meses (conforme a espécie), emerge o adulto e o ciclo da vida continua.

  • Camundongo

    O adulto possui corpo delgado com 8 a 9 cm de comprimento podendo pesar de 10 a 21 gramas. Com pelagem delicada e sedosa, orelhas grandes e salientes em relação a cabeça afilada, olhos pretos e salientes de tamanho pequeno em relação ao resto da cabeça. As patas são escuras e sem membranas interdigitais. A cauda é fina e sem pêlos medindo 8 a 10 cm. São de hábito noturno e escondem-se com extrema facilidade em locais estreitos e de difícil acesso. Possuem um raio de ação de 03 a 09 m em relação ao abrigo.

  • Caracol

    Os caracóis terrestres são moluscos pertencentes a Classe Gastropoda e subclasse Pulmonata. São mais de 20.000 espécies descritas, distribuídas tanto nas regiões tropicais, quanto nas temperadas de todo o mundo. Estes animais são também vulgarmente conhecidos por caramujos. Os caracóis são hermafroditas, isto é, possuem os dois sexos no mesmo indivíduo. Eles ficam sexualmente maduros depois de vários meses, ou anos, dependendo da espécie e a cópula pode ocorrer várias vezes ao ano, sendo que a corte pode durar algumas horas. Depois de algumas semanas após a cópula, eles começam a postura dos ovos. Os ovos são pequenos, possuem uma casca calcárea e são depositados no solo. Após alguns dias ou semanas da postura, nascem pequenos caracóis, muito semelhantes aos adultos.

  • Carrapatos

    Os carrapatos são parasitas externos (ectoparasitas) de animais domésticos, silvestres e do homem. Atualmente, são conhecidas cerca de 800 espécies de carrapatos em todo o mundo parasitando mamíferos, aves, répteis ou anfíbios. São considerados como de grande importância pelo papel que desempenham como vetores de microrganismos patogênicos incluindo bactérias, protozoários, rickétsias, vírus, etc; e pelos danos diretos ou indiretos causados em decorrência do seu parasitismo..

  • Carunchos

    Muitos já ouviram a frase o feijão está carunchado, na verdade os carunchos são besouros que atacam os produtos armazenados como feijão, arroz, trigo, milho, farinhas e farelos, chás e outros produtos desidratados. Infestam também produtos industrializados como massas (macarrão), rações de animais e biscoitos. A ação desses insetos nos produtos armazenados deprecia o produto qualitativamente e quantitativamente, causando perda de peso, depreciação do produto para consumo e perda do valor comercial. Esses insetos ao infestarem produtos armazenados encontram alimento fácil em quantidade e qualidade, abrigo, temperatura e umidade favoráveis.

  • Cupim arborícola

    Os cupins são insetos conhecidos por nós pelo hábito de se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando por esta razão papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto (polímero). Os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio homem, sendo que restos fossilizados deste insetos já foram encontrados em formações geológicas datadas de 55 milhões de anos. Durante todo este período, os cupins têm desempenhado um papel fundamental no meio ambiente, na decomposição de matéria orgânico ao solo, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade do solo. No entanto, desde que o homem começou a construir habitações ou estruturas de madeira, é que se conhecem os danos causados por este inseto. A própria denominação cupim é mais antiga que o Brasil, tendo sua origem na língua Tupi e significando montículo, em referência ao formato do ninho de uma determinada espécie de cupim encontrado no interior do Brasil.

  • Cupim de madeira sec

    Os cupins são insetos conhecidos por nós pelo hábito de se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando por esta razão papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto (polímero). Os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio homem, sendo que restos fossilizados deste insetos já foram encontrados em formações geológicas datadas de 55 milhões de anos. Durante todo este período, os cupins têm desempenhado um papel fundamental no meio ambiente, na decomposição de matéria orgânico ao solo, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade do solo. No entanto, desde que o homem começou a construir habitações ou estruturas de madeira, é que se conhecem os danos causados por este inseto. A própria denominação cupim é mais antiga que o Brasil, tendo sua origem na língua Tupi e significando montículo, em referência ao formato do ninho de uma determinada espécie de cupim encontrado no interior do Brasil.

  • Cupim de montículo

    Os cupins são insetos conhecidos por nós pelo hábito de se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando por esta razão papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto (polímero). Os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio homem, sendo que restos fossilizados deste insetos já foram encontrados em formações geológicas datadas de 55 milhões de anos. Durante todo este período, os cupins têm desempenhado um papel fundamental no meio ambiente, na decomposição de matéria orgânico ao solo, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade do solo. No entanto, desde que o homem começou a construir habitações ou estruturas de madeira, é que se conhecem os danos causados por este inseto. A própria denominação cupim é mais antiga que o Brasil, tendo sua origem na língua Tupi e significando montículo, em referência ao formato do ninho de uma determinada espécie de cupim encontrado no interior do Brasil.

  • Cupim subterrâneo

    Os cupins são insetos conhecidos por nós pelo hábito de se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando por esta razão papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto (polímero). Os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio homem, sendo que restos fossilizados deste insetos já foram encontrados em formações geológicas datadas de 55 milhões de anos. Durante todo este período, os cupins têm desempenhado um papel fundamental no meio ambiente, na decomposição de matéria orgânico ao solo, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade do solo. No entanto, desde que o homem começou a construir habitações ou estruturas de madeira, é que se conhecem os danos causados por este inseto. A própria denominação cupim é mais antiga que o Brasil, tendo sua origem na língua Tupi e significando montículo, em referência ao formato do ninho de uma determinada espécie de cupim encontrado no interior do Brasil.

  • Escorpião

    Atualmente são conhecidas cerca de 1.400 espécies de escorpiões distribuídas pelo mundo com exceção da Antártida. Estes aracnídeos não são exclusivos das regiões de clima tropical e subtropical podendo ser encontrados nos Alpes suiços, planícies canadenses, floresta amazônica, Europa, Ásia, Oceania e demais regiões. No Brasil as espécies mais importantes em Saúde Pública pertencem ao gênero Tityus, destacando-se as espécies Tityus serrulatus (escorpião amarelo) e Tityus bahiensis (escorpião preto). Encontramos também outras espécies com distribuição geográfica descrita no quadro abaixo.

  • Formiga Acrobática

    As espécies variam muito em tamanho, mas as operárias de uma mesma espécie são monomórficas. A cintura possui dois nós. A coloração varia de acordo com a espécie, mas normalmente são escuras. De perfil, a cintura ata-se à porção superior do gáster que tem forma de coração. O mesossoma possui um par de espinhos. A antena possui 12 segmentos.

  • Formiga Argentina

    Esta espécie é monomórfica com operárias medindo aproximadamente 2,5mm de comprimento. Apresenta somente um nó na cintura e coloração marrom escura. Assemelha-se um pouco à formiga louca, porém não tem o primeiro segmento da antena tão longo, nem círculo d.e pêlos na abertura anal.

  • Formiga Cabeçuda

    As operárias da formiga cabeçuda possuem dois tamanhos: operárias maiores (soldados) e operárias menores. O tamanho varia de 1,5 a 3,5 mm e a coloração varia do marrom amarelado ao preto A cintura possui dois nós e as antenas têm 12 segmentos com os três últimos maiores que os anteriores.

  • Formiga do Faraó

    As operárias variam de 1,5 a 2 mm de comprimento e são monomórficas. A cintura possui dois nós. A coloração varia do amarelo ao marrom claro. Possui dois nós na cintura. A antena possui 12 segmentos sendo os três últimos segmentos maiores que os anteriores.

  • Formiga do Fogo (Pequena)

    São monomórficas, .possuem dois nós na cintura e um par de espinhos no mesossoma. As operárias medem 1,5mm de comprimento. As antenas possuem 11 segmentos sendo os três últimos maiores que os anteriores. A coloração varia do amarelo ao marrom dourado. Picam dolorosamente.

  • Formiga Doméstica

    As construções possuem muitos locais favoráveis para que as formigas façam seus ninhos. Os locais preferidos são atrás de paredes, armários, tomadas elétricas, conduítes de eletricidade, dentro de batentes e portas de janelas, frestas nas calçadas, roda-pés e até mesmo dentro de aparelhos eletrônicos. A maioria destes locais é escondida tornando difícil sua localização.

  • Formiga Fantasma

    Possui 1,3 – 1,5mm de comprimento. Um nó na cintura. As operárias são do mesmo tamanho. Possuem antenas com 12 segmentos. As pernas, cabeça e mesossoma são escuros e as pernas e gáster são amarelos. É poligínica e reproduz-se basicamente por fragmentação, quando uma ou mais rainhas reprodutivas migram da colônia original juntamente com as crias e operárias para novos locais. As colônias são de tamanho médio a grande e podem estar subdivididas. Gosta de alimentos adocicados quando encontradas dentro de residências.

  • Formiga lava-pés

    São polimórficas, possuem dois nós na cintura e as operárias variam de 3mm a 7mm. As antenas possuem 10 segmentos sendo os dois últimos maiores que os anteriores. A coloração varia do marrom avermelhado ao preto. Picam dolorosamente. Monogínica e reproduz-se basicamente por vôo nupcial. Gosta de todo tipo de alimento e prefere fazer seus ninhos em locais abertos e com muita incidência de sol.

  • Formiga Louca

    Possui cerca de 3,5 mm de comprimento. As pernas são de tamanho desproporcional ao tamanho do corpo. As antenas possuem 12 segmentos e o primeiro segmento é duas vezes maior que a cabeça. Um círculo de pêlos em volta da abertura anal pode ser observado. A coloração varia de marrom escura a preta. São monomórficas. O nome formiga louca se refere ao hábito de andar aparentemente sem senso de direção. É originária das regiões tropicais da África e foi acidentalmente introduzida em outros países pelo comércio. Sua biologia ainda não foi bem estudada apesar de sua importância. As colônias são poligínicas e podem ser subdivididas, mas conectadas umas as outras por trilhas de forragemento.

  • Formiga Quemquém

    As quenquéns, gênero Acromyrmex, são formigas cortadeiras, ou seja, cortam material vegetal (folhas e flores). As operárias da quenquém cortam os vegetais levando os pedaços para dentro do formigueiro, onde existe um fungo que as formigas cultivam. As operárias, então, picam em pequeninos pedaços o material vegetal e o inserem no meio do fungo, que vive deste substrato. Envoltas neste fungo são encontradas as larvas que dele se alimentam.

  • Formiga Sará-sará

    São polimórficas. As operárias maiores podem ser bastante grandes e são chamadas de soldados. Estas podem medir até 17mm de comprimento e as menores 3mm. As espécies variam em coloração sendo encontradas do amarelo claro ao preto. Possuem somente um nó na cintura e um círculo de pêlos na abertura anal. As formigas podem apresentar colônias monogínicas e poligínicas. As colônias podem apresentar milhares de operárias. A reprodução ocorre pelo vôo nupcial. Colônias satélites são comuns em todas as espécies onde apresentam larvas de estágios mais avançados, pupas e, algumas vezes, reprodutivos alados.

  • Formiga saúva

    A saúva, gênero Atta, é uma formiga cortadeira, ou seja, corta material vegetal (folhas e flores). As operárias da saúva alimentam-se basicamente da seiva que as plantas liberam enquanto estão sendo cortadas. Pedaços de material vegetal são levados até o formigueiro onde existe um fungo que as formigas cultivam. As operárias então picam em pequeninos pedaços o material vegetal e o inserem no meio do fungo, que vive deste substrato.

  • Formigas Cortadeiras

    As formigas cortadeiras são assim chamadas por cortarem folhas e outras partes de diferentes vegetais a fim de garantirem a sua sobrevivência. O material cortado é introduzido em um ninho e fornecerá um substrato para o desenvolvimento de um fungo que servirá de alimento para a formiga. Desta maneira, as formigas cortadeiras são responsáveis por prejuízos de grande monta na agricultura brasileira.

  • Lacraia

    As lacraias possuem o corpo segmentado com um par de pernas por segmento, e alimentam-se de pequenos artrópodes. As lacrais possuem veneno, o qual utilizam para paralisar a presa, geralmente pequenos insetos. Alguns gêneros de lacraias costumam ocasionar acidentes com maior freqüência no homem. São as lacrais dos gêneros Cryptops, Otostigmus e Scolopendra. O indivíduo acidentado sente dor localizada intensa e a evolução da picada depende da sensibilidade da vítima ao seu veneno.

  • Lacrainha

    A lacrainha pertence à Ordem Dermaptera e possui outros nomes comuns. São eles: bicha-cadela, bicho-da-lenha, lacraia, rapelho, tesoura e tesourinha. Estes insetos caracterizam-se por apresentarem na ponta do abdome (ápice) uma pinça bem desenvolvida. O nome da ordem (Dermaptera) significa: dermatos = pele; pteron = asa, referindo-se à textura das asas. Estes insetos são alongados, com dois pares de asas e aparelho bucal do tipo mastigador. A maioria das espécies possui coloração marrom clara ou amarelada. Estes insetos são encontrados em todo o mundo, com exceção dos pólos.

  • Lagarta

    Lagarta é o nome comum para a fase jovem de mariposas e borboletas (Lepidoptera). Alimenta-se de folhas e causam danos em diversas plantações. Algumas lagartas broqueiam madeira, isto é, fazem galerias dentro do tronco e ramos. Outras são urticantes e algumas alimentam-se de grãos armazenados.

  • Lagarta da palmeira

    As palmeiras são plantas altivas e cuja copa de avista de longe, se destacando entre as vizinhas árvores. Porém este destaque desaparece quando as folhas da copa da palmeira é totalmente comida por lagartas. Alimentam-se de palmeiras do gênero Euterpe, Attalea, Livistona, Phoenix, Orbignya, Bactris, Desmoncus, Achontophoeix, Copernicia e Roystonea. A lagarta da palmeira encontra-se distribuída nos países tropicais da América do Sul e no Brasil encontramos desde o Estado do Piauí até São Paulo. Estes insetos são conhecidos como a lagarta da palmeira (Brassolis sophorae). As borboletas medem de 6 a 10cm de envergadura e tem as suas asas marrons, atravessada por uma faixa alaranjada.

  • Lesma

    As lesmas pertencem à classe Gastropoda, filo Mollusca. As conchas das lesmas são reduzidas ou completamente ausentes. Elas possuem uma cabeça definida que ostenta um ou dois tentáculos sensoriais que possuem olhos, e a boca provida de uma língua raspadora, chamada de rádula. O pulmão é desenvolvido. A superfície ventral do corpo do animal é modificada em um pé largo e achatado que secreta um muco. Este muco que reveste todo o corpo do animal serve para impedir a desidratação. As lesmas são um problema sério em várias culturas, hortas, pomares e jardins. Alimentam-se de uma grande variedade de plantas, devorando tanto as raízes quanto a parte aérea, sempre no período da noite. Sabe-se que o local está infestado por lesmas pela observação dos rastros de muco que ficam no chão cimentado e muros.

  • Mamangava

    As mamangavas são também conhecidas por mamangaba, mangangá, mangava, mangaba, abelhão, bombolini, vespa-de-rodeio, vespão. São abelhas solitárias ou sociais de tamanho grande e bastante peludas. Pertencem a várias famílias e os gêneros mais comuns são Bombus, Eulaema, Centris, Xylocopa e Epicharis. A maioria é preta e amarela e quando voam emitem um zumbido alto. As mamangavas são polinizadoras importantes e contribuem para a manutenção de muitas espécies de plantas nativas.

  • Mandarová

    Lagartas do gênero Erinnys, que são os estágios jovens de mariposas e vulgarmente conhecidas por gervão ou mandorová. São lagartas de porte maior que amedrontam muitas pessoas. Quando tocadas não causam queimadura nem qualquer outro dano à saúde das pessoas. As lagartas alimentam-se de folhas de mandioca e seringueira.

  • Marimbondo

    Marimbondo é o nome comum para designar himenópteros (vespas) das famílias Vespidae, Pompilidae ou Sphecidae. São várias as espécies de marimbondo, sendo a mais conhecida o marimbondo-caçador ou marimbondo-cavalo, que também é conhecido por caçador-de-aranhas, caçununguçu, vespão, entre outros. Estes marimbondos são conhecidos pelo hábito de caçar aranhas que servem de alimento às suas larvas. Os adultos alimentam-se de néctar das plantas e picam dolorosamente. Os marimbondos (vespas) solitários fazem seus ninhos das mais diversas formas, mas a maioria caça lagartas e leva para dentro de seus ninhos para servirem de alimento às larvas. Identifica-se um marimbondo solitário, pois, na maioria das vezes, possuem coloração preta com manchas amarelas e variam de 10 a 25 mm de comprimento.

  • Mariposa

    Também conhecidas por bruxas, as mariposas pertencem à Ordem Lepidoptera, mesmo grupo das borboletas. A fase jovem das mariposas são as lagartas. Diferenciamos uma mariposa de uma borboleta pois as mariposas têm hábito noturno, corpo volumoso, quando pousam as asas permanecem abertas e as antenas são filiformes, isto é, todos os segmentos (artículos) apresentam o mesmo diâmetro, da base até o ápice, semelhante a um fio. As borboletas têm hábito diurno, quando pousam mantém as asas fechadas e as antenas são clavadas, isto é, o último artículo, o da ponta, tem forma de clava..

  • Minador

    São várias as espécies de insetos minadores. Estes pertencem às ordens Lepidoptera, Diptera (famílias Agromysidae e Anthomyidae), Hymenoptera e Coleoptera. As lagartas e larvas destes insetos alimentam-se das células situadas entre a superfície superior e inferior das folhas deixando minas, isto é, galerias entre a superfície dorsal e ventral da folha ou parte da planta. Dentre os insetos minadores de importância econômica citam-se o minador-da-batatinha (Liriomyza brasiliensis), cuja larva mina tubérculos da batatinha, o minador-do-espinafre (Pegomyia hyosciami) e a mosca-minadora, também conhecida por minador-de-folha e riscador-de-folha.

  • Morcego

    Os morcegos possuem ampla distribuição mundial com cerca de 1000 espécies conhecidas sendo 70% destas insetívoras, ou seja, se alimentam de insetos. Na verdade os morcegos são muito eficientes no controle de insetos, podendo consumir até 600 mosquitos por hora ou 3000 em uma noite. A grande maioria dos morcegos é benéficas sendo apenas alguns de importância em Saúde Pública nas áreas urbana e rural. No Brasil ocorrem cerca de 140 espécies de morcegos. Os morcegos, dentre os mamíferos, são os únicos com capacidade de vôo. Identificamos na asa aberta do morcego o braço, antebraço e a mão. O tamanho deste animal varia de 10,0 cm a 1,70 m de envergadura, conforme a espécie. A alimentação é bem diversificada englobando frutos, sementes, néctar, folhas, insetos, escorpiões, rãs e pererecas, pequenos mamíferos e sangue. Os morcegos que alimentam-se de frutos e pólen exercem um papel importante na polinização e disseminação de sementes.

  • Mosca

    As moscas pertencem à Ordem Diptera e possuem apenas um par de asas membranosas correspondente às asas anteriores, daí o nome da ordem (di = duas, ptera = asas). O par posterior transformou-se em duas estruturas, de tamanho reduzido, chamadas de halteres ou balancins, os quais dão equilíbrio ao inseto durante o vôo. Os dípteros pertencem a um dos quatro maiores grupos de organismos vivos existindo mais moscas do que vertebrados. Não ocorrem somente nas regiões ártica e antártica. Os dípteros apresentam metamorfose completa, isto é, apresentam as fases de ovo, larva, pupa e adulto. Conhece-se aproximadamente 120.000 espécies de dípteros e estima-se que existam mais 1 milhão de espécies viventes. Estas espécies estão divididas em 188 famílias e aproximadamente 10.000 gêneros, sendo que por volta de 3.125 espécies são conhecidos apenas por registros fósseis. O mais antigo destes data de 225 milhões de anos atrás.

  • Mosca branca

    Apesar de terem o nome de mosca branca, esses insetos não são moscas. São insetos sugadores da Ordem Homoptera, família Aleyrodidae. Os adultos assemelham-se bastante a pequenas mariposas brancas, medindo de 2 a 3 mm de comprimento e com as asas cobertas com pós de cera de cor esbranquiçada, secretados pelo próprio inseto. São encontradas em várias plantas, normalmente na face inferior das folhas, formando agregados, isto é, uma grande quantidade de indivíduos em um só local. Os jovens são sedentários, isto é, não se locomovem a grandes distâncias e assemelham-se muito a jovens de cochonilhas (ver cochonilha). Os adultos voam quando mexemos na planta, pousando logo a seguir. Muitas espécies são pragas importantes de diversas culturas e de plantas cultivadas em casas de vegetação (estufas). As moscas brancas sugam a seiva das plantas causando o amarelecimento das folhas e sua queda prematura. Esses insetos liberam uma substância açucarada conhecida por honeydew que atrai formigas. No local onde cai o honeydew desenvolve um fungo preto chamado fumagina que piora o estado do planta.

  • Mosca de banheiro

    As moscas dos filtros são aquelas comumente encontradas no banheiro das residências. Pertencem à família Psychodidae sendo que, no Brasil, ocorrem quatro espécies Psychoda alternata, Psychoda cinerea, Psychoda satchelli e Telmatoscopus albipunctatus. Seus ovos são depositados nas paredes dos ralos, próximo à superfície da água.

  • Mosca dos Filtros

    As moscas dos filtros são aquelas comumente encontradas no banheiro das residências. Pertencem à família Psychodidae sendo que, no Brasil, ocorrem quatro espécies Psychoda alternata, Psychoda cinerea, Psychoda satchelli e Telmatoscopus albipunctatus. Seus ovos são depositados nas paredes dos ralos, próximo à superfície da água.

  • Mosca varejeira

    São várias as espécies de moscas chamadas de varejeiras. São as da família Calliphoridae, dos gêneros Chrysomya e Dermatobia. As espécies de Chrysomya foram observadas pela primeira vez no Brasil em 1975. Desde então encontra-se distribuída em todo o país. São encontradas nos lixões, abatedouros, pocilgas e nas feiras livres, onde existe carne de peixe e frango expostas. Alimentar-se de um produto onde pousaram estas moscas pode ocasionar doenças e parasitas intestinais, bem como poliomielite. A mosca do berne (Dermatobia hominis) em muitas regiões do Brasil é chamada de mosca varejeira. Esta espécie causa no homem e animais as míiases, conhecidas como bicheiras. O adulto possui abdome azul metálico, tórax azul escuro e cabeça amarelada. Sua ocorrência é mais comum nas zonas rurais, próximo a florestas.

  • Mosquito

    Os mosquitos, também conhecidos por pernilongos, muriçocas, sovela, mosquito-prego ou carapanãs pertencem à Ordem Diptera e possuem apenas um par de asas membranosas correspondente às asas anteriores, daí o nome da ordem (di = duas, ptera = asas). São de grande importância na saúde pública, pois podem transmitir várias doenças, como a febre amarela, dengue, malária, alguns tipos de encefalite, filariose, etc. Os mosquitos são também grandes causadores de incômodo, sendo que muitas áreas de recreação deixam de ser utilizadas devido a presença destes insetos em determinadas épocas do ano.

  • Mutuca

    Também conhecida por botuca, a mutuca é uma mosca que pertence a família Tabanidae. São várias as espécies e vários os nomes comuns, são elas: Mutuca-de-cavalo ou sangradeira (Tabanus modestus), mutuca-de-veado, mutuca-de-natal (Chrysops variegatus), mutuca-do-oeste, mutuca-marijoana, mutuca-maringá, mutuca-carijó. As mutucas são moscas de tamanho grande, cujas fêmeas alimentam-se de sangue, isto é, são hematófagas. Os machos alimentam-se de pólen e néctar das flores. As larvas desenvolvem-se na água e alimentam-se de outros insetos. A picada da mutuca é muito dolorida. No campo este inseto incomoda o gado e cavalos, pousando geralmente na região da anca, dorso do animal, pescoço e patas, locais onde o animal dificilmente consegue espantá-las.

  • Percevejo de cama

    Para quem pensa que dorme sozinho ou no máximo com o(a) companheiro(a), está muito enganado. Milhares de outros organismos como ácaros da poeira e até mesmo percevejos de cama podem passar a noite e se refestelar do nosso sangue ou caspas que caem por todos os lados. Vamos falar aqui de um grupo de insetos que pode tirar nosso sono. Falaremos dos percevejos de cama. Isso mesmo. Aqueles que nossas avós contavam que habitava os colchões de alguns lares e hotéis. O percevejo de cama, gênero Cimex, é um inseto hematófago (que se alimenta de sangue) e de hábito noturno. E apesar deste hábito alimentar, não existe registro de qualquer doença transmitida por esse inseto. Aparentemente extinto dos lares dos cidadãos comuns, ultimamente as empresas controladoras de pragas têm atendido a chamados devido a presença do percevejo de cama. O nosso colchão serve de habitat adequado para este intruso. Ali ele encontra abrigo, nas frestas do estrado e da cama, bem como entre as costuras do tecido do colchão. Mas não é somente aí que ele se abriga.

  • Piolho de cobra

    Os piolhos-de-cobra ou gongolôs são membros característicos da classe dos diplópodes, animais de corpo cilíndrico. São cerca de 7500 espécies descritas, vivendo sob folhas, pedras e troncos, de modo a evitar a luz. Alimentam-se de matéria morta animal e principalmente vegetal. Em cada segmento existem dois pares de patas, que podem variar de 9 a 200, dependendo da espécie. Enrolam-se em espiral se perturbados. Algumas espécies secretam, em glândulas especiais, um líquido de odor forte, contendo iodo e cianeto, que é usado para repelir predadores.

  • Piolho dos livros

    Os Psocoptera ou Corrodentia são erroneamente chamados de piolho-de-livros, pois não são parasitos, nem tão pouco se parecem com piolhos. As espécies encontradas dentro de residências, raramente apresentam-se em grande número. Alimentam-se de fungos, cereais, pólen e fragmentos de insetos mortos. Ocasionalmente, ocorrem infestações mais altas em locais com grande teor de umidade, principalmente sob carpetes de madeira em contato com parede úmida. Os insetos alojam-se sob o carpete para se alimentarem do bolor que cresce ali. Os piolhos-de-livro são de tamanho pequeno (menos que 8 mm), possuem corpo mole e apresentam indivíduos com asas curtas e outros com asas longas. Quando em repouso, estas são mantidas em forma de telhado sobre o abdômen. Os ovos dos piolhos-de-livros são depositados isoladamente ou em grupos. Muitas vezes são cobertos com seda ou detritos. Os psócidos também são encontrados nas plantas e constróem extensas teias, principalmente sobre plantas cítricas.

  • Pombo

    Os pombos são aves comuns em quase todas as cidades brasileiras e em todos os meses do ano. Considerados como símbolo da paz e alimentados por milhares de pessoas, poucos sabem do perigo à saúde pública que estes animais significam. Suas fezes podem conter fungos e outros microrganismos causadores de doenças graves como a criptococose, psitacose e salmonelose. Desta forma,.as fezes devem ser umidecidas antes de serem retiradas, para evitar a inalação de esporos de fungos e outras formas causadoras de doenças. Outros organismos, tais como, piolhos, ácaros e pulgas também podem afetar o ser humano caso esteja próximo a seus ninhos.

  • Pulga

    A falta de movimento na casa durante as férias ou durante o período em que um imóvel não é alugado é fator determinante na infestação de pulgas. Ao contrário do homem, cujo descendente nasce à semelhança de seus pais, estes insetos tem um ciclo de vida diferente. As fêmeas adultas botam ovos (ovipositam), que se transformam em larvas quando encontram boas condições ambientais que, por sua vez, empupam para se transformarem em adultos. A ausência de movimento detona processos biológicos que levam as larvas a eclodirem dos ovos e os adultos a emergirem de suas pupas. Os ovos e as pupas são impermeáveis à inseticidas, cuja ação se restringe às larvas e aos adultos da pulga. Assim, o controle desta praga deve ser feito tanto através de medidas preventivas quanto curativas. O presente texto apresenta informações sobre biologia e comportamento das pulgas, as principais espécies que afetam o homem e os animais e quais os métodos preventivos e curativos (de controle) mais utilizados. Algumas curiosidades ilustram também o maravilhoso comportamento destes animais.

  • Pulgão

    Os pulgões pertencem a ordem Homoptera, família Aphididae. São de grande importância econômica pois podem ocasionar sérios prejuízos às plantas cultivadas. São muito comuns nas plantas ornamentais, principalmente nas roseiras. Os pulgões apresentam corpo mole, piriforme, isto é, em forma de pêra sendo encontrados em grande quantidade sobre os ramos e botões florais. Sugam a seiva das plantas eliminando uma substância adocicada denominada honeydew. Esta substância corresponde ao excesso de seiva sugada pelo inseto, que uma vez em contato com a planta possibilita o crescimento de um fungo negro denominado fumagina. Este fungo impede que a planta exerça suas funções podendo levá-la a morte.

  • Ratazana

    O gênero Rattus abrange 56 espécies sendo que somente algumas poucas causam problemas ao homem. Estes roedores são tipicamente generalistas, exibindo ampla preferência por habitats e alimentos. São as espécies em maior número dentre os mamíferos presentes em várias regiões do planeta. O adulto possui corpo robusto com 18 a 25 cm de comprimento podendo pesar de 250 a 600 gramas. Com pêlos ásperos, orelhas pequenas e arredondadas, olhos de tamanho pequeno em relação ao resto da cabeça. As patas possuem calos lisos e membranas interdigitais. A cauda é grossa e peluda medindo 15 a 21 cm. São de hábito noturno e transitam com extrema cautela sendo difícil visualizar suas atividades. Possuem um raio de ação de 30-45m em relação ao abrigo. Possui uma vida média de 02 anos sendo sexualmente maduro entre 60-90 dias de idade. A gestação da fêmea dura de 22 a 24 dias com 08 a 12 ninhadas por ano. Cada ninhada possui de 08 a 12 filhotes com uma média de sobrevivência de 20 filhotes após o desmame por fêmea/ano. Vivem em colônias que agregam até algumas centenas de indivíduos em territórios definidos, e com a presença de dois grupos distintos, os dominantes e os dominados. Em caso de competição com outras espécies (Rattus rattus) a espécie Rattus norvegicus geralmente predomina pelo maior porte e agressividade. Devido a falta de alimento pode ocorrer competição entre colônias.

  • Rato

    Os ratos pertencem a Ordem Rodentia, que abrange todos os roedores. Das mais de 1.700 espécies distribuídas pelo mundo, cerca de 125 estão classificadas como pragas e 3 são de grande importância para o homem. São elas: Mus musculus, Rattus norvegicus e Rattus rattus. Estas espécies costumam ocorrer isoladamente, porém em algumas situações podemos ter até duas espécies infestando uma determinada área. Desde os tempos mais remotos do Egito e Mesopotâmia os ratos sempre conviveram com o homem tanto no campo como nas cidades, sendo chamadas de espécies sinantrópicas, devido a convivência com o homem, contra a vontade dele. A Organização Mundial da Saúde estima prejuízos na ordem de US$ 10,00 para cada roedor e pressupões a existência de 3 roedores por habitante.

  • Rato preto

    O adulto possui corpo esguio com 16 a 21 cm de comprimento podendo pesar de 80 a 300 gramas. Com pelagem delicada e dorso preto ou cinza, orelhas e olhos grandes e salientes em relação a cabeça. As patas possuem calos estriados e sem membranas interdigitais. A cauda é fina em chicote com poucos pêlos medindo 19 a 25 cm. São de hábito noturno e escalam com extrema facilidade. Possuem um raio de ação de 30-60m em relação ao abrigo. Possui uma vida média de 18 meses sendo sexualmente maduro entre 60-75 dias de idade. A gestação da fêmea dura de 20 a 22 dias com 04 a 08 ninhadas por ano. Cada ninhada possui de 07 a 12 filhotes com uma média de sobrevivência de 20 filhotes após o desmame por fêmea/ano. Os ninhos são geralmente acima do solo nos sótãos, forros das casas, arbustos, sacarias, frestas de muros, armazéns, porões de navios e nas áreas portuárias. Junto aos muros e madeiramento do telhado encontramos, muitas vezes, fezes e manchas de gordura causadas pelo atrito do corpo nestes locais. Em locais elevados, junto a vigas, canos e colunas encontramos mancha dupla nos locais de manobra para contornar obstáculos. As fezes são afiladas.

  • Serra-Pau

    Estes insetos são besouros (coleópteros) que medem cerca de 30 mm de comprimento com coloração parda. As fêmeas e machos serram os ramos de arbustos e árvores e após a queda destes, realizam a postura de seus ovos sob a casca. As larvas ao emergirem se alimentam do lenho do ramo caído. O ciclo de desenvolvimento destes insetos é longo, podendo atingir 370 dias conforme a espécie. Encontramos muitas vezes em nossos pomares ramos de laranjeiras e abacateiros caídos devido ao ataque destas pragas. Prejudicam plantios de eucaliptos, mogno, árvores frutíferas e outras plantas. Os ramos caídos devem ser removidos e queimados para evitar a emergência de novos insetos.

  • Taturana

    As lagartas taturanas (tata = fogo; rana = semelhante) são também conhecidas por lagartas urticantes e lagartas de fogo. Pertencem à Ordem Lepidoptera, grupo que abrange as mariposas e borboletas. As taturanas têm grande importância médica, pois, o contato das cerdas (pêlos) de algumas espécies com a pele humana pode causar lesões graves. Estas cerdas possuem glândulas na base ou no ápice, que produzem toxinas que causam as irritações. Seis famílias de lepidópteros são urticantes. São elas: Arctiidae, Limacodidae, Limantriidae, Megalopygidae, Notodontidae e Saturniidae. Da família Arctiidae somente uma espécie tem importância médica, a Premolis semirufa, vulgarmente conhecida por lagarta pararama. A lagarta pode atingir até 40 mm de comprimento, possui coloração escura com manchas esbranquiçadas e a parte ventral vermelha. Estas lagartas ocorrem normalmente em plantios de seringueira ocasionando danos aos trabalhadores desta cultura. A pessoa acidentada apresenta inchaço, dores e imobilidade das articulações.

  • Tatuzinho de jardim

    Os tatuzinhos-de-jardim são crustáceos terrestres, pertencentes a superfamília Oniscoidea, que possuem a capacidade de enrolarem-se como uma bola o que fornece proteção e auxilia na redução da perda d’água por evaporação. Vivem sob pedras e matéria orgânica, tais como galhos e folhas. Alimentam-se de matéria orgânica em decomposiçã. Estes animais causam danos às raizes e às folhas das plantas, entretanto são muito eficientes como decompositores. São comumente encontrados em jardins cujo solo apresenta grande umidade.

  • Traça

    Pelo nome comum de traça são listados alguns grupos de insetos, variando desde espécies de tisanuros (traças dos livros) até lepidópteros (insetos da mesma ordem das borboletas e mariposas) que atacam grãos armazenados e roupas, sendo chamadas de traças das roupas.

  • Traça da roupa

    As traças das roupas pertencem à Ordem Lepidoptera, particularmente à família Tineidae, e são microlepidópteros que atacam roupas de lã, tapetes, peles de animais, etc. As formas jovens destas traças são lagartas e, em algumas espécies, como a Tineola uterella Walsingham, podem ficar protegidas por um estojo chato em forma de losango, sendo encontradas aderidas a superfícies tais como paredes, móveis, etc. Este estojo, aberto em ambas as extremidades, permite a movimentação da lagarta, nas superfícies em que está aderida.

  • Traça de livros

    As traças dos livros, também chamadas de traças prateadas, pertencem à Ordem Thysanura e são insetos que se alimentam de substâncias ricas em proteínas, açúcar ou amido, sendo muito comuns em residências, onde podem causar danos pelo ataque aos cereais, farinhas de trigo (úmidas), papéis que contenham cola (papel de parede, livros encadernados em brochura, etc), roupas engomadas e tecidos de rayon. Raramente atacam roupas de lã e outros produtos de origem animal.

  • Traça dos grãos

    Dentre as pragas de produtos armazenados encontramos as traças que englobam pequenas mariposas que colocam seus ovos no interior ou sobre o alimento. As lagartas ao emergirem iniciam o processo de alimentação no produto em que se encontram, permanecendo neste local até completarem o estágio de larva e estarem prontas para a pupação, construindo um casulo para posterior emergência do inseto adulto, macho ou fêmea.

  • Tripes

    Os tripes ou lacerdinhas são insetos de tamanho pequeno que pertencem à Ordem Thysanoptera. Possuem aparelho bucal do tipo raspador. Alguns tripes alimentam-se somente de outros insetos e ácaros, entretanto, a maioria é fitófaga, isto é, alimenta-se de plantas. São pragas importantes de diversas culturas e quando presentes em grandes populações causam danos consideráveis às plantas.